Paris, a primeira

19 anos. Era a idade que tínhamos quando fizemos a nossa primeira viagem. A primeira vez que nos apaixonámos por um destino e a primeira vez que tivemos noção daquilo que realmente queríamos fazer ao longo da nossa vida.
Quando se é estudante universitário, viajar para fora de um país é visto por muitos como um luxo, mas para mim era visto como um alargar de horizontes. Queria conhecer o mundo. Estava cansado de ouvir falar de Paris, Londres e Atenas nas aulas de história. Queria visitá-las, muito mais do que isso, queria vivê-las.

Sendo nós dois “miúdos” enamorados só fazia sentido visitarmos a cidade do amor, Paris e determinados em realizar esta viagem, fomos poupando todas as notas que as avós tão carinhosamente nos davam nas épocas festivas, e recorrendo a algumas das poupanças de infância lá marcamos a tão esperada viagem.
Ia andar de avião! Sim, eu. Após tantos anos a sonhar com o rasgar das nuvens ia finalmente acontecer.
Como dois viajantes inexperientes na altura, marcámos um voo na Easyjet que nos levaria até ao aeroporto Charles de Gaulle.

A viagem foi perfeita e eu até consegui disfarçar muito bem todo o nervosismo e a excitação que estava a sentir.

Lembro da viagem de comboio para o centro da cidade, no qual entraram vários músicos e que durante alguns minutos nos alegraram ao som de música francesa a troco de uma moeda, e de logo depois terem saído para alegrar quaisquer outros dois estudantes universitários noutra carruagem mais à frente.

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Recordo-me bem do hotel que escolhemos, um Ibis em Porte de Bercy a uns 30 minutos de metro do centro da cidade, e dos quilómetros que tínhamos de fazer de manhã e ao fim do dia já com pés cansados de tanto andar e de tantos monumentos terem visitado.
Entender o metro foi difícil nos primeiros dez minutos, passado esse tempo já parecia que tínhamos nascido para aquela tarefa.

Recordo-me do rasgo de sorte que tivemos em visitar o Louvre no primeiro domingo do mês, e de não termos de pagar entrada poupando assim uns trocos, dos japoneses que tiravam selfies com a Mona Lisa antes sequer de selfie ser uma palavra e das horas que estivemos a tentar sair lá de dentro arriscando-me mesmo a dizer que estivemos lá perdidos.

Lembro-me  de Montmartre com um sorriso nos lábios, da Disneyland com alegria no coração e do conto de fadas que vivi enquanto passeava pelos vastos jardins de Versailles.
Durante esses cinco dias visitámos tudo o que nos tínhamos proposto a visitar, andámos, rimos, namorámos e deixamo-nos apaixonar por um das mais belas cidades do mundo.

Ivan

Fotografias: Joana

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